Impactos do uso excessivo de celulares

por Isabela Dias de Oliveira

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Para entender os efeitos causados na saúde humana pelo uso excessivo de celulares, a Organização Mundial de Saúde está desenvolvendo uma série de pesquisas. A principal interação confirmada entre o corpo humano e a rádio frequência, é a energia emitida que quando absorvida pela pele, pode causar aumento da temperatura do cérebro e de outros órgãos. No longo prazo, suspeita-se que o uso excessivo de celulares possa causar câncer cerebral, mas por se tratar de uma doença que pode levar anos para se desenvolver, ainda é muito cedo para se obter resultados concretos.

Assim como no rádio, televisão e na internet sem fio, as ondas eletromagnéticas de radiofrequência são utilizadas pelos celulares. Elas são consideradas radiações não ionizantes, sendo assim consideradas seguras na potência usada pelo dispositivo e atendendo às recomendações da International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection (ICNIRP) e aceitas pela Organização Mundial de Saúde. “Todo equipamento que possui substâncias que emitem radioatividade é cercado com o maior cuidado para não afetar as pessoas que entraram em contato”, afirma o especialista em Medicina Nuclear, Prof. Berdj Meguerian.

O nível de exposição apresentado pelo aparelho ocorre apenas quando ele está ligado e pode variar de acordo com a recepção da linha telefônica, quanto melhor a recepção menor será a exposição a radiofrequência. Os maiores riscos estão ligados a possíveis efeitos cancerígenos, segundo Prof. Megueriam: “os maiores riscos são as alterações no DNA das células, tornando os organismos muito vulneráveis, levando à instalação do câncer”. Os efeitos podem ocorrer também na interrupção ou mau funcionamento de aparelhos médicos elétricos e sistemas de navegação, por isso o uso de celulares em hospitais e aviões é proibido.

São quase 5 milhões de novos celulares desde 2005. Hoje se estima que sejam quase 7 milhões de linhas de celulares e não se sabe quais os efeitos que podem causar na saúde humana. Estudos indicam a possibilidade dos campos eletromagnéticos produzidos pelo aparelho serem cancerígenos e terem efeitos de longa duração no corpo do homem. É esperado que no final de 2014 o número de dispositivos seja igual ao da população mundial.

Se torna então essencial minimizar os riscos até que sejam alcançados resultados e os efeitos sejam conhecidos. O Prof. Meguerian comenta algumas medidas que podem ser tomadas: “a manipulação de substâncias radioativas na produção de aparelhos deve ser franqueada apenas por especialistas na área, além da necessidade da severa  fiscalização das instituições que empregam produtos radioativos”. A OMS vem patrocinando novas matérias e palestras com cientistas, órgãos públicos e indústrias para estimular as discussões a respeito dos impactos que os aparelhos podem trazer.